Alimentação Infantil Saudável e Fácil - Fazendo a Criança Comer Melhor


Você procura dicas e uma base para uma Alimentação Infantil Saudável e Fácil?

Eu sou a Dra. Aline Guimarães, Nutricionista Clínica, e saiba aqui neste artigo como fazer seu filho comer melhor.

 

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Imagem: Via Oral Nutrição. Alimentação Infantil Saudável e Fácil.

 

Separei para você as dicas divididas por faixa etária para facilitar seu aprendizado, assim você pode ir direto ao ponto de seu interesse.

Também selecionei 7 receitas que vão lhe ajudar a começar a colocar em prática as mudança necessárias para a vida do seu filho(a). São delícias que costumam agradar as crianças, mas de uma forma mais saudável.

 

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Imagem do site www.pas.ufms.br. Alimentação Infantil Saudável e Fácil.

 

A preferência por alimentos nada nutritivos e muito calóricos está cada vez maior quando se trata de crianças. E isso reflete negativamente na saúde física, psíquica e social não só da criança, mas também do adolescente.

 

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Imagem do Pinterest. Alimentação Infantil Saudável e Fácil.

 

Por isso, trago aqui para você esse artigo com tudo que você precisa saber para virar esse jogo e fazer seu filho (a) passar a gostar de alimentos mais naturais e saudáveis.

  

Então vamos às dicas:

 

1- Alimentação Infantil Saudável e Fácil - Orientações para a Faixa Etária de 2 a 5 anos

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Imagem do Pinterest. Alimentação Infantil Descomplicada.

 

Devido às suas características biológicas, as crianças menores de cinco anos de idade merecem atenção especial, tendo em vista que uma alimentação inadequada pode colocar em risco o seu crescimento e desenvolvimento, além de causar problemas como a anemia ferropriva, a desnutrição ou a obesidade, e outros distúrbios nutricionais.

A maior disponibilidade de certos alimentos na família não implica necessariamente uma maior ingestão dos mesmos pelas crianças.

O leite de vaca, por sua vez, constitui um alimento próprio da dieta habitual das crianças.

Hoje em dia a alimentação é pouco diversificada para a criança, baseada principalmente no consumo de leite de vaca. Embora o leite de vaca seja fonte de cálcio, nutriente fundamental para a formação dos ossos e dentes, é um alimento de custo elevado e sua inserção precoce na alimentação das crianças parece ser uma característica cultural.

A população tem o hábito de oferecer o leite de vaca muito cedo e tê-lo como um dos alimentos mais importantes para a saúde da criança.

Além disso, a própria diversificação de fórmulas lácteas da indústria alimentícia disponibiliza amplamente esses produtos no comércio, favorecendo a iniciativa da mãe, orientada por vizinha ou parente, ou pelo profissional de saúde.

Quanto aos demais alimentos, o feijão e o arroz, básicos na alimentação brasileira, apresentam baixos percentuais de consumo (41,6% e 50,1%, respectivamente).

Entre as frutas e verduras, apenas a banana e a batata-inglesa são consumidas por mais de 20,0% das crianças. Esses alimentos são de baixo custo e, portanto, mais acessíveis à população.

Nas últimas décadas, ocorreu um declínio no consumo de frutas e um aumento da contribuição energética proveniente dos açúcares. Consumido largamente pela família, o açúcar parece ter sido inserido habitualmente na alimentação da criança.

Independentemente da área geográfica, o leite, o açúcar, a gordura e o arroz são os alimentos mais consumidos. Entretanto, verifica-se que nos espaços geográficos, outros fatores como a cultura, a renda, a disponibilidade e o acesso aos alimentos podem influenciar o consumo.

Dados demonstram a monotonia do consumo alimentar em áreas rurais em contraponto a uma alimentação um pouco mais diversificada nas áreas urbanas.

Nas crianças menores de seis meses, é observada uma alimentação de transição à base de leite de vaca, açúcar e cereais, principalmente o amido de milho, utilizado para o preparo de mingaus e papas.

O consumo de leite de vaca ultrapassa o consumo de leite materno. Além da prática do desmame precoce, que está em desacordo com a meta de aleitamento exclusivo até os seis meses de idade preconizada pela Organização Mundial de Saúde, verifica-se uma alimentação à base de alimentos utilizados na preparação de mingaus, em detrimento de uma alimentação balanceada.

Nas demais faixas etárias, gradativamente, esses alimentos se tornam menos frequentes à medida que outros são incorporados à alimentação das crianças, observando-se um rearranjo em direção ao consumo alimentar da família.

O abandono do aleitamento materno e a prática de uma dieta de desmame inadequada têm mostrado um quadro de consumo qualitativamente inapropriado, com riscos de acarretar graves problemas nutricionais nas faixas etárias posteriores.

Essa dieta pode melhorar o estado nutricional da criança em termos de indicadores antropométricos, uma vez que com uma dieta energética e proteica, a criança atinge índices de peso e altura satisfatórios para a idade.

Por outro lado, pode levar ao comprometimento dos indicadores bioquímicos, principalmente pela predisposição às carências nutricionais, como, por exemplo, a anemia e a hipovitaminose A, ou aos excessos de nutrientes específicos, como a diabetes e as hiperlipidemias.

Geralmente condições de renda satisfatórias estão atreladas a maiores oportunidades de melhora no nível de instrução e de acesso às informações, favorecendo uma escolha adequada de alimentos e, consequentemente, o balanceamento da alimentação. Há uma associação direta e significativa entre o nível socioeconômico e o nível de conhecimento alimentar e nutricional das mães.

Alguns autores afirmam que a elevação da renda estimula a aquisição de frutas e de produtos industrializados. Observamos que, independentemente da faixa de renda, existem alimentos que são básicos. Alguns são mantidos no cardápio da criança, seja por hábito, facilidade ao seu acesso ou pelo baixo custo, como o açúcar, o amido de milho e milho, enquanto o leite e a carne, embora de custo mais elevado, são mantidos devido ao hábito cultural e também pela posição nobre que ocupam entre os outros alimentos, considerados como excelentes fontes proteicas.

Apesar dos conhecimentos adquiridos com o aumento da escolaridade materna, essa última não demonstra influência direta nos percentuais dos alimentos mais consumidos, sugerindo, mais uma vez, que o hábito alimentar pode ter sido o fator predominante.

Os hábitos alimentares, preferências e recusas por determinados alimentos estão fortemente condicionados ao aprendizado e às experiências vividas nos primeiros cinco anos de vida. Em geral, é nessa idade que a criança adquire a maioria dos hábitos e práticas alimentares de sua comunidade.

Nesse sentido, as mães têm papel fundamental na educação alimentar de seus filhos. Além disso, é constatado que uma baixa escolaridade materna duplica o risco de desnutrição na criança.

É de se esperar que com a progressão da renda e da escolaridade materna, mais alimentos fossem incorporados na alimentação das crianças. Porém, não ocorre diferenças na seleção e variedade dos alimentos, o que torna o consumo de alimentos praticamente semelhante em relação a essas variáveis.

Provavelmente a melhoria da prática alimentar das crianças menores de cinco anos esteja mais atrelada à educação alimentar e a mudanças nos hábitos alimentares do que propriamente às condições financeiras da família ou à
escolaridade materna.

Nesse contexto, os profissionais de saúde têm papel relevante na orientação e apoio à prática do aleitamento materno, de uma alimentação de transição adequada aos menores de um ano de idade e, de maneira geral, de alimentação saudável para as crianças menores de cinco anos.

Em síntese, a alimentação das crianças menores de cinco anos é monótona e pouco diversificada, tendo como base uma dieta láctea, com consumo elevado de açúcar e de gordura, e reduzido consumo de frutas e verduras.

Há de se considerar que a melhoria nos indicadores de mortalidade e do estado nutricional significa, entre outras medidas, a prática de uma alimentação saudável.

Daí a necessidade de se entender o caráter preventivo dos estudos de consumo alimentar uma vez que permite elaborar estratégias para provocar mudanças em hábitos alimentares errôneos.

Portanto, estudos possibilitam embasar políticas que visem atender aos propósitos explícitos da segurança alimentar em nível familiar, um dos itens prioritários das políticas e programas de saúde, nutrição e alimentação da década atual. 

 

2- Alimentação Infantil Saudável e Fácil - Orientações para a Faixa Etária de 6 a 10 anos

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Imagem do site semprekids.med.br. Alimentação Infantil Saudável e Fácil.

 

A fase escolar compreende crianças de 6 anos a 10 anos incompletos e é caracterizada por um período de crescimento e demandas nutricionais elevadas.

O cardápio das crianças nessa faixa etária já está adaptado às disponibilidades e costumes dietéticos da família. Assim, é importante, reforçar às famílias sobre a importância de uma alimentação saudável e equilibrada, pois isso irá refletir na saúde da criança da mesma forma.

Nessa fase é comum a criança ter um alto gasto energético devido ao metabolismo que é mais intenso que o do adulto. Além disso, há nessa faixa etária intensa atividade física e mental. Assim, a falta de apetite comum à fase
pré-escolar é substituída por um apetite voraz.

É comum, nessa idade, também, a diminuição da ingestão de leite e, consequentemente, limitação do suprimento de cálcio. As mães devem estar atentas a fim de compensar a falta de ingestão de leite por meio de outros alimentos ricos em cálcio.

Ainda são necessárias orientações gerais, em relação aos hábitos alimentares,
entre as quais destacam-se as seguintes recomendações:

• Variar os alimentos.

• Realizar 5 a 6 refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar, e lanches nos intervalos).

• Preferir proteínas de alto valor biológico (carnes, ovos, leite e derivados).

• Estimular o consumo de peixes marinhos duas vezes por semana.

• Evitar açúcares simples, dando preferência aos complexos (ricos em fibras).

• Evitar gorduras saturadas e colesterol (menos de 2% de gorduras trans).

• Controlar a ingestão de sal (menos de 6 g/dia).

• Evitar refrigerantes.

• Ingerir frutas, verduras e legumes (mais de cinco porções/dia).

• Evitar trocas de refeições por lanches.

• Orientar quanto à prática de atividade física regular.

Nessa faixa etária, todos os atos motores são possíveis. Esse é o momento de iniciar a programação de atividades físicas sistemáticas, com horários determinados e uma rotina estabelecida.

Além dos exercícios físicos realizados na escola, o ideal é que a criança participe de atividades em uma “escolinha de esportes”, com exercícios variados, tanto em água, quanto em solo, sempre de forma coletiva.

Aos 10 anos, já é possível a escolha de um esporte específico para prática
rotineira, de acordo com a preferência e habilidades da criança.

É importante lembrar que nessa fase, a criança encontra-se em franco crescimento, com alongamento de ossos e estruturas músculo esqueléticos, não devendo haver sobrecarga aos mesmos.

Certamente, a prática de atividades físicas deve ser estimulada precocemente.
Entretanto, é importante que uma avaliação individualizada, com profissional que conheça todas as peculiaridades do exercício físico durante a infância e
adolescência e que respeite seus limites, oriente tal prática. 

 

3- Alimentação Infantil Saudável e Fácil - Orientações para a Faixa Etária acima de 11 anos - pré-adolescência e adolescência

 

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Imagem da Revista Cláudia. Alimentação Infantil Descomplicada.

 

A adolescência é uma fase de crescimento e desenvolvimento do ser humano situada entre a infância e a vida adulta. A definição dessa faixa etária varia conforme diferentes instituições.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a adolescência é o período dos 12 aos 18 anos, já para a OMS e para o Ministério da Saúde, está entre 10 anos e 20 anos incompletos.

Dotada de peculiaridades, tanto físicas (com o crescimento em estatura, a maturação sexual, o estabelecimento de caracteres sexuais secundários e as mudanças na estrutura corporal, os quais compõem a puberdade) quanto sociais e emocionais, a adolescência deve ser alvo de cuidadosas interferências, seja no sentido do relacionamento interpessoal, do ensino nas escolas, da educação por parte dos pais, seja nos cuidados com sua saúde.

Dentro deste delicado contexto também se inserem os cuidados com a nutrição e a alimentação.

As orientações alimentares ao adolescente devem diferir daquelas realizadas às crianças mais novas e aos adultos. Mesmo o cálculo das necessidades calóricas para esta fase é mais complexo, uma vez que existem diferenças conforme o estágio pubertário do indivíduo, resultando em diferentes fórmulas para se obter as necessidades, defendidas por diferentes autores. Recommended Dietary Allowances (RDA) de 1989 propõem o cálculo por unidade (centímetro) de estatura. Já a FAO/WHO/UNO sugere que somem-se a taxa metabólica basal (TMB) e fatores de crescimento e de atividade física.

Necessidades nutricionais para o crescimento e desenvolvimento durante a
adolescência somadas às mudanças no corpo, aos hormônios e emoções
aguçadas, às refeições realizadas fora de casa e à forte exposição à mídia,
amigos e redes sociais impactam a alimentação e a nutrição dos jovens.

Nesta fase, os jovens são mais susceptíveis ao excesso de ganho de peso ou a rápido emagrecimento, mitos alimentares. Obsessões por dieta e regimes e
principalmente aos transtornos alimentares como a anorexia, bulimia nervosa,
vigorexia e compulsões alimentares.

Além disso, muitos jovens praticam esportes com rotinas de treinamentos bastante intensas que necessitam um adequado trabalho nutricional preventivo, para garantir a saúde, o rendimento físico e principalmente o adequado crescimento e desenvolvimento esperado para a idade.

As crianças e adolescentes crescem, e quando entram na puberdade (meninas
em torno de 10 anos e meninos em torno de 12) devido ao aumento do metabolismo, como consequência das alterações hormonais desta fase ficam
com muito mais apetite.

As meninas vão acumular gorduras para sua função biológica de procriar e os meninos vão aumentar sua massa muscular. Por isso, é muito importante que os adolescentes tenham uma alimentação saudável, ainda mais hoje em dia que a oferta de alimentos gordurosos e outros tipos de fast food chamam muita atenção dos adolescentes.

A grande maioria dos adolescentes adoram comer em lanchonetes e abusar dos alimentos hipercalóricos como salgadinhos, doces, refrigerantes e frituras, tudo isto para desespero dos pais que gostariam que eles comessem alimentos mais saudáveis. A procura dos pais dos adolescentes pela alimentação ideal é constante.

Nosso objetivo é promover uma alimentação e nutrição saudável e adequada às necessidades individuais, tratando e prevenindo os problemas nutricionais.

Na maioria dos casos, o trabalho é realizado não apenas com o jovem, mas também com a sua família. Muitas vezes também trabalhamos em parceria com os profissionais da saúde que acompanham o jovem, garantindo assim maior sinergia para otimizar os resultados.

Aqui vão 10 dicas para uma alimentação ideal na adolescência:

3.1) Para manter, perder ou ganhar peso procure a orientação de um profissional de saúde. Sabemos a importância do aspecto da beleza física em nossa sociedade assim como as informações erradas que circulam pelas redes sociais, portanto não corra riscos desnecessários.

3.2) Alimentar-se 5 ou 6 vezes ao dia. Comer no café da manhã, almoço, jantar e fazer lanches saudáveis nos intervalos. Adolescentes também sentem mais sono, muitas vezes preferem 10 minutos a mais de sono do que um café da manhã. É importante evitar pular as refeições.

3.3) Evitar o excesso de salgadinho industrializados, refrigerantes, biscoitos
recheados, lanches fast food, alimentos de preparo instantâneo, doces, sorvetes e frituras.

3.4) Inclua mais frutas, verduras e legumes nas refeições dos seus filhos, todos os dias.

3.5) Deixar a refeição de maneira a ter 5 cores no prato, por exemplo: o vermelho do tomate, o branco do arroz, o escuro da carne, o verde de legumes e verduras, o amarelo da laranja ou mamão. Além de ser mais saudável é mais atrativo aos olhos.

3.6) Comer arroz, massas e pães todos os dias é essencial. Carboidratos de
absorção lenta são fontes ricas e saudáveis de caloria, evite os açucares.

3.7) Ofereça leite e/ou derivados todos os dias, já que estão em fase de crescimento e estes são alimentos ricos em cálcio, essencial para esta fase da
vida deles.

3.8) Observe e evite o consumo de bebidas alcoólicas e energéticas, que além de ser ilegal no caso do álcool, possuem concentrações de cafeínas e eletrólitos que podem ser ruins para o sistema cardiovascular e renal, no caso dos energéticos.

3.9) Estimule-o a movimente-se! Não ficar horas em frente à TV ou computador. O exercício físico estimula a produção de hormônio do crescimento (assim como o sono), além de alimente-se bem, dormir pelo menos de 8 a 10 horas por dia e fazer exercício físico. Tudo isso contribui para o melhor crescimento do adolescente.

3.10) Incentive-o a fazer escolhas saudáveis nos lanches da escola e nos
momentos de lazer. Se você tiver dúvidas em relação a isto, procure um
especialista para orientação. Sabemos da dificuldade dos pais nesta missão de fazer com que os adolescentes tenham uma alimentação saudável, mas essa luta pelo alimento ideal é uma trabalho que iremos ver resultados no longo prazo.

  

4- RECEITAS DELICIOSAS E SAUDÁVEIS:

 

1- Pão de Queijo Light de Liquidificador

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